Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Desmistificação




Minha doce bola-de-cristal
Dádiva de reinos fantásticos
Lembro de quando, ao fitar-te
Via meu futuro: um homem
Cheio de vida
Pleno de passado
Pleno de presente
Pleno de futuro



Agora, cristal
Não passas de um espelho
Ao fitar-te, hoje, vejo apenas
Meu presente: um homem morto
Um indigente
Carente de passado
Carente de presente
Carente de futuro


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Let It Bleed!

Parte I:

Será que vou pra Lua?
Ou morrerei no Vietnã?
Porque é '69
Homens devem lutar na rua
E todos precisam de alguém em quem sangrar

Parte II:

No more shelters!
Não há mais tempo
Flores e delírios vãos
Vão!


Parte III:

Já sei disso muito bem
Mas ideias não mudam o mundo
De que vale uma tomada de consciência
Se o cabo tá fora da tomada?

terça-feira, 24 de maio de 2011

My Love




My love is fair
My love is funny
I love her hair
Her lips of honey

But then you ask me why am I so sad
Why all my nights are whispers, wounds and wine

My love is kind
My love is tender
She took my mind
And I surrender

And you still ask me why my eyes don't shine
And I will tell you why
My love is lovely
But not mine

She makes me smile
That's why I'm crying
She makes me live
That's why I'm dying

Cause in the eve of my true life I died
This night is dark and there's no moon above
My lovely love
It's not mine

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Mas, agora, lá fora, eu...




Uma porção
de músicas inacabadas
de idéias abortadas
por uma corda quebrada
no violão

De gozos
de dias de todo ociosos
de pensamentos maldosos
de comportamentos jocosos
com ou sem intenção

Cercada
de exigências por todos os lados
de réguas por todos os lados
sem nunca aceitar ser um quadro

Uma porção
de erros ferozes no trato
completa falta de tato
(e também de olfato
visão e audição)

Uma porção
de momentos quase felizes
de lindas plantas sem raízes
cujos frutos, só por deslizes
nascerão

De libidos
que traem mau trato aos sentidos
problemas mal-resolvidos
e o pólen sempre caído
no chão

Cercada
de carinho por todos os lados
de bonança por todos os lados
de afetos por todos os lados

[Seguindo a ideia do verso da primeira estrofe, o poema encontra-se inacabado.]

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Bomba!

O mundo não é movido por idéias.
O mundo é movido por bombas
materiais e ideais
de efeito moral e "imoral".


(pois o movimento é sexy
e vai mexendo até embaixo)
- Pra balançar isso aqui, é bomba!

domingo, 12 de julho de 2009

Pela vida


Queria fazer arte pela arte,
mas não há artisticidade
no cotidiano tragicômico.
Em corpos cuja única intencionalidade
é o comer/ ser comido,
o possuir/ ser possuído,
o matar/ ser morto...
Como experimentar novas formas de arroto,
se uma só é a forma de fazer a Coca-Cola?
E sempre repetida...
Toda vida, sem vida.
Não há vida pela vida,
mas há, em toda parte:
morte pela morte,
comida pela comida
e arte pela arte.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Tempestade


O céu chora comigo.
Na chuva, tenho abrigo,
pois sou a própria tempestade
- indomada e sem vontade -,
destruindo os frutos da razão
e da imaginação...
Do amor!
Minha vontade é ter vontade:
largar meu eu em tempestade,
tornar-me Sol,
te dar calor!
Mas minha vontade
é apenas isso:
Dor!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Sentido

o sentido é a perda do
Sentido!
a desgraça vigente é o Sargento.
no comando, o General Moderno,
caprichando na pós-modernidade
sem sentido.

Faz
[Sentido!]?

-Sim, Senhor Não-Faz!