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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Acusações [Ou Inquisições]

Quem ousa, ainda hoje, afirmar o valor de quaisquer ideais que transcendam os moldes da ideologia comum cedo deve acostumar-se com os dedos indicadores que apontam em sua direção – pra não mencionar os dedos em riste. A acusação mais comum, como se pode observar, é a da contradição entre os ideais defendidos e o comportamento praticado. Com efeito, sendo o defensor de ideais humanitários um herdeiro do cristão comum, do fiel que se submete à doutrina que lhe desfavorece completamente, e sendo os acusadores – esse “rebanho de Nietzsche” –, os herdeiros da instituição cristã, do Tribunal do Santo Ofício, torna-se tarefa fácil imputar nos primeiros o sentimento de culpa e o desejo de redimirem-se do pecado, concedendo a Deus – o “novo Deus” do conformismo, de que fala Horkheimer – o poder sobre sua vida.



Tais acusações são, em primeiro lugar, uma fuga. Refletem, além disso, uma total incompreensão acerca da natureza do pecado que se procura combater. Mas o que quero dizer quando chamo tais acusações de fuga? Afirmo simplesmente que, quem acusa o humanista de não praticar seu humanismo deixa esse humanismo completamente intocado. A acusação que eu faço agora de que os acusadores nada mais são do que fugitivos não pode certamente ser dirigida à totalidade dos acusadores. Se eu assim pensasse talvez me comportasse como os próprios acusadores de que falo aqui. Mas é uma prática comum essa fuga: se não se consegue combater um ideal, combate-se o defensor daquele ideal. O filme “Thanks for Smoking” demonstra bem isso. “Eu não preciso me dar ao trabalho de discutir se os ideais humanísticos têm ou não valor em si, porque seus próprios defensores não os praticam.” Bravo! Sua fuga foi bem sucedida!

Eu não posso, entretanto, me ater a esse ponto. Pra além do fato de essas acusações indicarem um temor de se enfrentar os ideais humanistas em si, elas sequer chegam a tocar os acusados! Quem se acostumou a ser rebanho da ideologia comum, segundo a qual fazemos muito mais pela humanidade ajudando a construir o que já foi construído – reforçando a existência do que já existe – do que se dedicando a metas utópicas, a mente acostumada a essa prisão – tão confortável quanto parecem à opinião comum as próprias penitenciárias, onde se tem cama, mesa e banho – não consegue perceber a riqueza da crítica do real. Pra essas cabecinhas bem “formadas” – enfatizo aqui toda a riqueza de significados lisonjeiros e depreciativos dessa palavra –, o indivíduo que critica a desigualdade deve necessariamente repartir o que é seu com quem não tem nada ou tem pouco. Isso é matemático. Como operação matemática, convém perfeitamente a essas mentes presas ao existente, que há muito sabem ler a linguagem matemática do livro que é o mundo. Se A possui 3 bicicletas e é defensor da igualdade, e B e C não possuem bicicleta, logo A deverá dar as 2 bicicletas aos demais, pra honra e glória do Senhor. No entanto, aparecem D e E alegando que também não possuem as tais bicicletas, e faz-se necessário então introduzir Salomão na equação – como licença matemática – pra realizar as devidas operações fracionárias. Parece ser assim a visão de igualdade que têm os depreciadores da igualdade. Afinal, a igualdade [=] é um sinal matemático, ou não?!

A mente realista – no sentido daquela que é presa ao real, ou melhor, presa “do real” – sequer se dá ao trabalho de analisar a natureza das propostas humanísticas. Mas não irei aqui me dar também ao trabalho de explicar essas propostas – talvez em comentários, ou talvez eu faça uma continuação pra essa postagem. Queria apenas lembrar um professor, socialista convicto, que possuía um padrão de vida bem acima do comum, o que atiçava o desejo de servir a Deus desses inquisidores comuns. Quando estes acusavam-no de contradizer seus ideais na prática, sendo um socialista “burguês” – e quem afirma isso sequer sabe o que caracteriza um burguês – o tal professor respondia categoricamente: “Quem gosta de miséria é o capitalismo!”.

REFLITAO

quarta-feira, 10 de março de 2010

As sábias multidões não se dxam enganar...

Ouse defender um velho ideal. Ouse apontar pro moinho-de-vento e chamá-lo de dragão. Ou simplesmente ouse dizer algo que ninguém quer ouvir, por mais verdadeiro que seja. De preferência, diga algo que incomoda os "vitoriosos", aqueles que ocupam posições que você só pode sonhar em alcançar... [E não, eu NÃO to falando de políticos! Tá me achando com cara de Rede Globo?] Ouse e vc verá...



No século XVIII, o riso do filósofo diante de palavras imponentes soava como um tom estimulante e corajoso que tinha uma força emancipadora. Tais palavras eram os símbolos de uma tirania real; zombar delas envolvia o risco da tortura e da morte. No século XX, o objeto de riso não é a multidão conformista, mas sim o excêntrico que ainda se aventura a pensar autonomamente.

(Max Horkheimer - Eclipse da Razão)

As massas dominadas prontamente se identificam com a agência repressiva. Na verdade, é exclusivamente a seu serviço que eles se dão rédea solta para satisfazer seus imperiosos impulsos miméticos, sua necessidade de expressão. Sua reação às pressões é a imitação: um desejo implacável de perseguir. Esse desejo por sua vez é utilizado pra manter o sistema que o produz. A esse respeito, o homem [pós-]moderno não é muito diferente do seu antecessor medieval, exceto na escolha das suas vítimas.

(Max Horkheimer - Eclipse da Razão - com pequena alteração minha no "pós" =D)

Linchamento de jovem negro nos EUA.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sedentários.

Assisti uma aula ontem e ouvi algo da professora de Prática de Ensino em Filosofia I que quis registrar aqui.

Eu sei que o professor Expedito diz milhares de coisas profundas [no bom sentido] quase diariamente, e eu não comento aqui, mas é que o blog anda parado, e tb essa foi a primeira vez que pensei em levar algo de uma aula pra uma postagem daqui.

A professora disse marromeno o seguinte:

"Hoje em dia, é tudo tão rápido, nós somos tão agitados, e ao mermo tempo, nós nos tornamos super sedentários em todos os sentidos!"

É o que eu digo: a gente tem toda essa liberdade pq sabem q não vamos usá-la de modo nocivo ao que tá estabelecido!

Comecemos a lançar mão dela, e um batalhão estadunidense vai tah esperando pra dar suporte à derrubada do Jango!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Bomba!

O mundo não é movido por idéias.
O mundo é movido por bombas
materiais e ideais
de efeito moral e "imoral".


(pois o movimento é sexy
e vai mexendo até embaixo)
- Pra balançar isso aqui, é bomba!

domingo, 12 de julho de 2009

Pela vida


Queria fazer arte pela arte,
mas não há artisticidade
no cotidiano tragicômico.
Em corpos cuja única intencionalidade
é o comer/ ser comido,
o possuir/ ser possuído,
o matar/ ser morto...
Como experimentar novas formas de arroto,
se uma só é a forma de fazer a Coca-Cola?
E sempre repetida...
Toda vida, sem vida.
Não há vida pela vida,
mas há, em toda parte:
morte pela morte,
comida pela comida
e arte pela arte.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Sentido

o sentido é a perda do
Sentido!
a desgraça vigente é o Sargento.
no comando, o General Moderno,
caprichando na pós-modernidade
sem sentido.

Faz
[Sentido!]?

-Sim, Senhor Não-Faz!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

"...o burguês-burguês!"

"Comparemos por um instante a idéia revolucionária da luta de classes com o maniqueísmo anti-semita. Aos olhos do marxista, a luta de classes não constitui de modo algum o combate entre o Bem o o Mal: trata-se de um conflito de interesses entre grupos humanos. O revolucionário é levado a adotar o ponto de vista do proletariado primeiramente porque esta classe é a sua, depois porque ela é oprimida e porque, sendo de longe a mais numerosa, sua sorte tende a confundir-se com a da humanidade, enfim porque as conseqüências de seu triunfo devem necessariamente comportar a supressão das classes. A meta do revolucionário é mudar a organização da sociedade. E para tanto cumpre, sem dúvida, destruir o regime antigo, mas só isto não basta: antes de tudo convém construir uma nova ordem. Se por um impossível a classe privilegiada quisesse cooperar na construção socialista e se houvesse provas manifestas de sua boa-fé, não existiria nenhuma razão válida para rechaçá-la. E se permanece altamente improvável que ofereça de bom grado tal auxílio aos socialistas, é porque sua situação mesma de classe privilegiada a impede de fazê-lo e não por causa de algum demônio interior que a impelisse, a despeito de si mesma, a praticar o mal. Em todo caso, frações desta classe, separando-se dela, podem constantemente agregar-se à classe oprimida e tais frações serão julgadas por seus atos, não por sua essência."

(Sartre, Reflexões sobre a questão judaica. - trad. J. Guinsburg)

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Esperança no Vermelho


Ante a vitória do "Sí" na Venezuela e a possível continuação da presidência d Chávez, faço minhas as palavras d Horkheimer num dos aforismos d seu Dämmerung:
"Quem tem olhos pra injustiça absurda do mundo imperialista, que de modo algum pode ser explicada por uma impotência técnica, há de encarar os acontecimentos da [Venezuela]* como a tentativa progressista e dolorosa de superar essa injustiça, ou, pelo menos, há de perguntar, com o coração batendo, se essa tentativa ainda persiste. Se as aparências dizem algo em contrário, ele se agarra à esperança, do mesmo modo que a vítima de câncer se apega à notícia questionável de que provavelmente se descobriu a cura do mal."
*Rússia, no original.
O mermo pensamento tenho principalmente com relação à Bolívia, onde foi vitoriosa a Constituição q pode ser o início d sua história enquanto nação livre e soberana; e com relação a Cuba, q vive o 50° ano da heróica Revolução! Espero com muita fé q eu não venha a sofrer a merma desilusão q o autor dessas palavra.
Hasta la victoria siempre!
Axé.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Verás que um filho teu não foge à luta, nem teme quem te adora a própria morte!

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Hoje, na faculdade, falei com uma amiga minha descendente d paraguaio, q tava contando como o povo brasileiro é acomodado. Disse ela q os paraguaio e os argentino, esses, sim, são um povo q "não foge à luta", "nem teme(...) a própria morte"! (As citação do hino são minha... \,,/). Disse q estudou com uns cara q tinham participado recentemente d movimento revoltoso e q exibiam as marca da luta no corpo... Eu até brinquei q o orkut paraguaio, em "Arte no corpo", devia ter as opção "ferimento a bala", "amputação", "queimadura por granada"... Ela falou tb q o presidente anterior (a discussão começou pq perguntei o q ela achava do Lugo) era bastante corrupto, muito ruim, e q certa vez - não lembro o motivo específico - o povo ficou em frente ao prédio onde ele tava, esperando ele sair pra ser linchado!
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Mas, infelizmente, sou brasileiro e tão cedo não vou ver umas atitude desse tipo se tornarem freqüente por aqui! E, como se não bastasse não fazer nada por seu país, nosso "povo heróico" ainda gosta de dar pitaco nos país vizinho, afirmando q a democracia é o caminho - democracia essa q tem rendido ótimos fruto pro Brasil, como qualquer um nota!...
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Um dos povo q os brasileiro mais gostam d olhar e pensar "Ah, se eles entendessem q o mundo precisa d paz..." é a Colômbia. Numa discussão em comunidade do orkut, algumas pessoa argumentavam q as FARC deveriam abandonar a luta armada e buscar a via democrática, pacífica. Mas q tal parar d ver a coisa só agora ou da frente pra trás e ver a coisa como começou? Em q contexto surgiram as FARC? Eu decidi pesquisar. Encontrei, então, a história d Jorge Eliécer Gaitán, político esquerdista, formado em Direito, q defendeu a educação colombiana e os direito dos camponês, sendo assassinado quando sua campanha ia muito bem, obrigado, muito provavelmente garantindo sua eleição alguns ano depois, caso tivesse vivo.
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Mas, junto com essa triste história, encontrei um momento q sonho presenciar e participar d algo parecido aqui no Brasil: El Bogotazo! Foi a reação do povo ante o assassinato do futuro presidente! Entendo melhor pq o sistema prefere fazer a cabeça do povo com cultura d paz e ONG's, em vez d matar os líder d MST, LCP... (Mas alguns integrante desses e d otros movimento, além dos cidadão comum, tão sendo assassinado por aí - sem divulgação na mídia, claro!)
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Não tenho memória d elefante nem sou bom contador d história, então,pra q vcs vejam como é q as coisa funcionam num país onde ao menos a kbça do povo às vzs é soberana, dxo nossa às vezes boa wikipedia nos contar essa história:
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[ctrl+C; ctrl+V:]
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O trágico assassinato de Gaitán, ocorrido em 9 de abril de 1948, provcou uma enorme reação popular, a maior que se tem visto na história da Colômbia, que destruiu o centro de Bogotá, conhecido como El Bogotazo.
O provável assassino de Gaitán, conhecido como Juan Roa Sierra, foi golpeado, arrastado e crucificado frente ao palácio presidencial. A partir desse momento a multidão foi crescendo em questão de minutos até levantar-se uma imensa massa humana cujo único objetivo inicial era linchar o então presidente, o Conservador Mariano Ospina Pérez. A medida que avançava a multidão foi recolhendo qualquer ferramenta que lhe servira de arma, assaltando nos armazéns, e recolhendo armas das estações de polícia cujos oficiais não só não dispararam à multidão como colaboravam com a mesma em abastecê-los com armas.
A defesa do palácio e da guarda presidencial e os franco-atiradores localizados nas partes mais altas impediram que a multidão entrasse no palácio onde falava o presidente que acabava de chegar. Os tanques haviam demorado e o povo havia conseguido entrar ao palácio já que estava terminando a munição. A multidão dava passagem aos cinco tanques pois acreditavam que estavam apoiando sua causa e muito provavelmente assim foi, até o momento em que foi morto o coronel que os comandava pouco antes de chegar ao palácio. Uma vez na praça, os tanques giraram e dispararam à multidão frustrando seu plano. A multidão reagiu destruindo qualquer objeto ou pessoa que simbolizava o que era considerável culpável pelo assassinato de seu "Chefe": partidários do partido Conservador, a igreja, a oligarquia, etc.
O povo seguiu saindo à ruas em sinal de protesto e a anarquia e a violência se adonaram da capital. A revolta se estendeu a outras cidades do país, o que foi conhecido como a Época da Violencia na Colombia e o que muitos historiadores resumem como El Bogotazo.

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Alguns link:
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Biografia d Jorge Eliécer Gaitán
http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/JorGaita.html
Biografia mais completa do mermo. Em espanhol
http://es.wikipedia.org/wiki/Jorge_Eli%C3%A9cer_Gait%C3%A1n
História das FARC
http://www.marxist.com/farc-e-luta-classes-colombia.htm
Analista mexicano fala sobre as guerrilha americana
http://resistir.info/colombia/echeverria_09jun08.html
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Hasta la victoria siempre, hermanos!
Axé.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Laissez FAR

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Frente Sandinista de Liberación Nacional
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Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia - Ejército del Pueblo
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Ejército Zapatista de Liberación Nacional
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Movimiento Revolucionario Tupac Amaru
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Los Tupamaros
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Movimiento 26 de Julio
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Sendero Luminoso
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Link sobre o assunto:

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Vida Global: Este é o século da guerrilha e do terrorismo

Vida Global: Este é o século da guerrilha e do terrorismo

Um ataque ao Brasil talvez frustrasse as expectativas... Que povo mole!!!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Horizonte - por Chico Science & Nação Zumbi

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(Mestre Chico.)
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O sol nasce e ilumina as pedras evoluídas,
que cresceram com a força de pedreiros suicidas.
Cavaleiros circulam, vigiando as pessoas,
não importa se são ruins, nem importa se são boas.
Horizonte se apresenta centro das ambições
pra mendigos ou ricos e outras armações.
É topique, automóvel, moto e trator,
trabalhador, patrão, policial, camelô.
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Horizonte não pára,
Horizonte só cresce:
o de cima sobe,
e o de baixo desce.
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Horizonte se encontra prostituída
por aqueles que a usaram em busca de saída.
Ilusora de pessoas de outros lugares,
Horizonte e sua fama vai além dos mares.
No meio da esperteza internacional,
Horizonte até que não tá tão mal.
E a situação sempre mais ou menos:
sempre uns com mais e outros com menos!
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Horizonte não pára,
Horizonte só cresce:
o de cima sobe,
e o de baixo desce.
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Eu vou fazer uma embolada, um samba, um maracatu,
tudo bem envenenado, bom pra mim e bom pra tu,
pra gente sair da lama e enfrentar os urubu!
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(O baticum da nação!)
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Num dia de sol, Horizonte acordou
com a merma fedentina do dia anterior.
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Horizonte não pára,
Horizonte só cresce:
o de cima sobe,
e o de baixo desce!
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(Planalto Horizonte - zona cabulosa!)
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Há um tempo atrás, se falava de bandido;
Há um tempo atrás, se falava em solução;
Há um tempo atrás, se falava em progresso;
Há um tempo atrás, que eu via televisão.
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Galeguim do Coque num tinha medo, num tinha,
Num tinha medo da perna cabeluda.
Biu do oi verde fazia sexo, fazia,
Fazia sexo com seu alicate.
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Oi, sobe morro, ladeira, córrego, beco, favela.
A polícia atrás deles e eles no rabo dela.
Acontece hoje, e acontecia no sertão,
quando um bando de macaco perseguia Lampião.
E o que ele falava otros hoje ainda falam:
"Eu carrego comigo: coragem, dinheiro e bala".
Em cada morro, uma história diferente,
que a polícia mata gente inocente.
E quem era inocente hoje já virou bandido,
Pra poder comer um pedaço de pão todo fudido.
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Banditismo por pura maldade!
Banditismo por necessidade!
Banditismo por pura maldade!
Banditismo por necessidade!
Banditismo por uma questão de classe!
Banditismo por uma questão de classe!
Banditismo por uma questão de classe!
Banditismo por uma questão de classe!
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(Yo! Horizontino.)
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Festa Pagã



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Cuando despiertes un día
Y sientas que no puedes más
Que en el nombre del de arriba
Tu vida van a manejar

Si sientes que el miedo se pega a tu piel
Por ser comunero y justicia querer
Si te rindes hermano, por ti nunca pensarás

Cuando vayan a pedirte
Los diezmos a fin de mes
Y la Santa Inquisición
Te "invite" a confesar

Por eso amigo tú alza la voz
Di que nunca pediste opinión
Si es verdad que existe un Dios
Que trabaje de sol a sol

Ponte en pie
Alza el puño y ven
A la fiesta pagana
En la hoguera hay de beber

De la misma condición
No es el pueblo ni un señor
Ellos tienen el credo
Y nosotros nuestro sudor











Fique de pé
Erga o punho e venha
À festa pagã
Na fogueira, vai beber

Na merma condição
Não é o povo nenhum senhor
Eles têm o credo
E nós temos nosso suor!



Confira o video ao vivo da música "Fiesta Pagana" do Mago de Oz:
http://br.youtube.com/watch?v=mQM-H9mvgEc

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Conheça Seu Inimigo



Nascido com percepção e um punho erguido
Uma testemunha pro corte no pulso
Enquanto nos moviamos em 92
Ainda que numa sala sem visão
Você tem que saber
Você tem que saber
Que quando eu digo, vá, vá, vá
Aumente e amplifique
Desafine
Eu sou um mano com uma mente furiosa
A ação tem que ser tomada
Nós não precisamos da chave
Nós vamo arrombar
Algo tem que ser feito
Sobre a vingança, um distintivo e uma arma
Porque eu vou rasgar o microfone, rasgar o palco, rasgar o sistema
Eu nasci com raiva contra eles
Punho na sua cara, no lugar
E eu vou soltar o estilo claramente
Conheça seu inimigo! É!
A palavra nasceu
Lute a guerra, danem-se as regras
Agora eu não tenho paciência
Tão cansado de confiança
Com o D, o E, o S, o A, o C, o A, o T, o O
Mente de um revolucionário
Então limpe o caminho
O dedo pra terra das correntes
O que? A terra da liberdade?
Quem te contou isso é seu inimigo
Agora algo tem que ser feito
Sobre a vingança, um distintivo e uma arma
Porque eu vou rasgar o microfone, rasgar o palco, rasgar o sistema
Eu nasci com raiva contra eles
Agora ação tem que ser tomada
Nós não precisamos da chave
Nós vamo arrombar
Eu não tenho paciência agora
Tão cansado de confiança agora
Eu não tenho paciência agora
Tão cansado de confiança agora
Cansado de... cansado de... cansado de... cansado de você
Chegou a hora de pagar!
Conheça seu inimigo!
Zack
Sim eu conheço meus inimigos
Eles são os professores que me ensinaram a lutar contra mim mermo
Compromisso, conformismo, assimilação, obediência
Ignorância, hipocrisia, brutalidade, a elite
Todos estes são "sonhos americanos"

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Pequeno Machado


If you are the big tree
We are the small axe
Sharpened to cut you down
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Se você é a grande árvore
Nós somo o pequeno machado
Afiado pra te cortar