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quarta-feira, 10 de março de 2010

As sábias multidões não se dxam enganar...

Ouse defender um velho ideal. Ouse apontar pro moinho-de-vento e chamá-lo de dragão. Ou simplesmente ouse dizer algo que ninguém quer ouvir, por mais verdadeiro que seja. De preferência, diga algo que incomoda os "vitoriosos", aqueles que ocupam posições que você só pode sonhar em alcançar... [E não, eu NÃO to falando de políticos! Tá me achando com cara de Rede Globo?] Ouse e vc verá...



No século XVIII, o riso do filósofo diante de palavras imponentes soava como um tom estimulante e corajoso que tinha uma força emancipadora. Tais palavras eram os símbolos de uma tirania real; zombar delas envolvia o risco da tortura e da morte. No século XX, o objeto de riso não é a multidão conformista, mas sim o excêntrico que ainda se aventura a pensar autonomamente.

(Max Horkheimer - Eclipse da Razão)

As massas dominadas prontamente se identificam com a agência repressiva. Na verdade, é exclusivamente a seu serviço que eles se dão rédea solta para satisfazer seus imperiosos impulsos miméticos, sua necessidade de expressão. Sua reação às pressões é a imitação: um desejo implacável de perseguir. Esse desejo por sua vez é utilizado pra manter o sistema que o produz. A esse respeito, o homem [pós-]moderno não é muito diferente do seu antecessor medieval, exceto na escolha das suas vítimas.

(Max Horkheimer - Eclipse da Razão - com pequena alteração minha no "pós" =D)

Linchamento de jovem negro nos EUA.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sedentários.

Assisti uma aula ontem e ouvi algo da professora de Prática de Ensino em Filosofia I que quis registrar aqui.

Eu sei que o professor Expedito diz milhares de coisas profundas [no bom sentido] quase diariamente, e eu não comento aqui, mas é que o blog anda parado, e tb essa foi a primeira vez que pensei em levar algo de uma aula pra uma postagem daqui.

A professora disse marromeno o seguinte:

"Hoje em dia, é tudo tão rápido, nós somos tão agitados, e ao mermo tempo, nós nos tornamos super sedentários em todos os sentidos!"

É o que eu digo: a gente tem toda essa liberdade pq sabem q não vamos usá-la de modo nocivo ao que tá estabelecido!

Comecemos a lançar mão dela, e um batalhão estadunidense vai tah esperando pra dar suporte à derrubada do Jango!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Bomba!

O mundo não é movido por idéias.
O mundo é movido por bombas
materiais e ideais
de efeito moral e "imoral".


(pois o movimento é sexy
e vai mexendo até embaixo)
- Pra balançar isso aqui, é bomba!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Sentido

o sentido é a perda do
Sentido!
a desgraça vigente é o Sargento.
no comando, o General Moderno,
caprichando na pós-modernidade
sem sentido.

Faz
[Sentido!]?

-Sim, Senhor Não-Faz!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

"...o burguês-burguês!"

"Comparemos por um instante a idéia revolucionária da luta de classes com o maniqueísmo anti-semita. Aos olhos do marxista, a luta de classes não constitui de modo algum o combate entre o Bem o o Mal: trata-se de um conflito de interesses entre grupos humanos. O revolucionário é levado a adotar o ponto de vista do proletariado primeiramente porque esta classe é a sua, depois porque ela é oprimida e porque, sendo de longe a mais numerosa, sua sorte tende a confundir-se com a da humanidade, enfim porque as conseqüências de seu triunfo devem necessariamente comportar a supressão das classes. A meta do revolucionário é mudar a organização da sociedade. E para tanto cumpre, sem dúvida, destruir o regime antigo, mas só isto não basta: antes de tudo convém construir uma nova ordem. Se por um impossível a classe privilegiada quisesse cooperar na construção socialista e se houvesse provas manifestas de sua boa-fé, não existiria nenhuma razão válida para rechaçá-la. E se permanece altamente improvável que ofereça de bom grado tal auxílio aos socialistas, é porque sua situação mesma de classe privilegiada a impede de fazê-lo e não por causa de algum demônio interior que a impelisse, a despeito de si mesma, a praticar o mal. Em todo caso, frações desta classe, separando-se dela, podem constantemente agregar-se à classe oprimida e tais frações serão julgadas por seus atos, não por sua essência."

(Sartre, Reflexões sobre a questão judaica. - trad. J. Guinsburg)

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Esperança no Vermelho


Ante a vitória do "Sí" na Venezuela e a possível continuação da presidência d Chávez, faço minhas as palavras d Horkheimer num dos aforismos d seu Dämmerung:
"Quem tem olhos pra injustiça absurda do mundo imperialista, que de modo algum pode ser explicada por uma impotência técnica, há de encarar os acontecimentos da [Venezuela]* como a tentativa progressista e dolorosa de superar essa injustiça, ou, pelo menos, há de perguntar, com o coração batendo, se essa tentativa ainda persiste. Se as aparências dizem algo em contrário, ele se agarra à esperança, do mesmo modo que a vítima de câncer se apega à notícia questionável de que provavelmente se descobriu a cura do mal."
*Rússia, no original.
O mermo pensamento tenho principalmente com relação à Bolívia, onde foi vitoriosa a Constituição q pode ser o início d sua história enquanto nação livre e soberana; e com relação a Cuba, q vive o 50° ano da heróica Revolução! Espero com muita fé q eu não venha a sofrer a merma desilusão q o autor dessas palavra.
Hasta la victoria siempre!
Axé.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Libertas quae sera insania?

"Pode parecer que o homem de hoje tenha uma escolha muito mais livre do que a dos seus ancestrais, e em certo sentido tem. Sua liberdade cresceu tremendamente com o aumento das potencialidades produtivas. Em termos de quantidade, um trabalhador moderno tem um leque muito mais amplo de escolha de bens de consumo do que um aristocrata do ancien régime. A importância dessse desenvolvimento histórico não deve ser subestimada; mas antes de interpretar a multiplicação de escolhas como um aumento de liberdade, como fazem os entusiastas da produção em série, devemos levar em conta a pressão inseparável desse aumento e a mudança de qualidade que é concomitante a essa nova espécie de escolha. A pressão consiste na coerção contínua que as modernas condições sociais exercem sobre cada um; e a mudança pode ser ilustrada pela diferença entre um artesão do velho tipo, que escolhia o instrumento adequado pra uma elaboração dedicada, e o trabalhador de hoje, que deve decidir rapidamente qual das muitas alavancas ou comutadores deve puxar. Diferentes graus de liberdade tão envolvidos em conduzir um cavalo ou dirigir um automóvel moderno. À parte o fato de que o automóvel tá ao alcance de uma porcentagem muito maior da população do que a carruagem em seus dias, o automóvel é mais rápido e eficiente, requer menos cuidado e é talvez mais manobrável. Contudo, o acréscimo de liberdade trouxe uma mudança no caráter da liberdade. É como se as inúmeras leis, normas e instruções que devemos cumprir dirigissem o carro e não nós. Existem limites pra velocidade, advertências pra dirigir mais devagar, parar e se manter dentro de certas faixas do tráfego, e até diagramas mostrando a forma da curva que tá adiante. Devemos manter os olhos na estrada e ficar prontos pra reagir a cada instante com omovimento certo. Nossa espontaneidade foi substituída por uma disposição de epírito que nos obriga a nos descartar de qualquer emoção ou idéia que possa diminuir nossa atenção às exigências impessoais que nos assaltam."

(Max Horkheimer - Eclipse da razão)
(...e olha q ele nem viu a maravilha da nova estrada d Horizonte!...)

"Nós temos Mercedes,
temos Porsche,
Ferrari e Rolls Royce.
Sim, nós temos a escolha!
(...)
É um milagre!
Mais um milagre!
Graças a Deus Todo-Poderoso
e às pressões do Mercado,
a Humanidade alcançou a Civilização!"

(Roger Waters - It's a Miracle)

"Embora o consumidor possa, por assim dizer, fazer sua escolha, ele não consegue muita coisa com o seu dinheiro, qualquer que seja a marca que ele prefira. A diferença de qualidade entre dois artigos populares de preço igual é geralmente tão infinitesimal quanto a diferença da nicotina contida em duas marcas de cigarros. Contudo, essa diferença, corroborada por "testes científicos", é incutida na mente dos consumidores através de cartazes iluminados por milhares de lâmpadas elétricas, pelo rádio e páginas inteiras de jornais e revistas [e pela TV - Nota do Blogueiro!^^], como se representasse uma revelação que fosse alterar o curso inteiro da vida em vez de uma diminuta fração que não faz real diferença sequer pra um fumante inveterado."

(Max Horkheimer - Eclipse da Razão)

E vc. O q pensa da liberdade?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Verás que um filho teu não foge à luta, nem teme quem te adora a própria morte!

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Hoje, na faculdade, falei com uma amiga minha descendente d paraguaio, q tava contando como o povo brasileiro é acomodado. Disse ela q os paraguaio e os argentino, esses, sim, são um povo q "não foge à luta", "nem teme(...) a própria morte"! (As citação do hino são minha... \,,/). Disse q estudou com uns cara q tinham participado recentemente d movimento revoltoso e q exibiam as marca da luta no corpo... Eu até brinquei q o orkut paraguaio, em "Arte no corpo", devia ter as opção "ferimento a bala", "amputação", "queimadura por granada"... Ela falou tb q o presidente anterior (a discussão começou pq perguntei o q ela achava do Lugo) era bastante corrupto, muito ruim, e q certa vez - não lembro o motivo específico - o povo ficou em frente ao prédio onde ele tava, esperando ele sair pra ser linchado!
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Mas, infelizmente, sou brasileiro e tão cedo não vou ver umas atitude desse tipo se tornarem freqüente por aqui! E, como se não bastasse não fazer nada por seu país, nosso "povo heróico" ainda gosta de dar pitaco nos país vizinho, afirmando q a democracia é o caminho - democracia essa q tem rendido ótimos fruto pro Brasil, como qualquer um nota!...
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Um dos povo q os brasileiro mais gostam d olhar e pensar "Ah, se eles entendessem q o mundo precisa d paz..." é a Colômbia. Numa discussão em comunidade do orkut, algumas pessoa argumentavam q as FARC deveriam abandonar a luta armada e buscar a via democrática, pacífica. Mas q tal parar d ver a coisa só agora ou da frente pra trás e ver a coisa como começou? Em q contexto surgiram as FARC? Eu decidi pesquisar. Encontrei, então, a história d Jorge Eliécer Gaitán, político esquerdista, formado em Direito, q defendeu a educação colombiana e os direito dos camponês, sendo assassinado quando sua campanha ia muito bem, obrigado, muito provavelmente garantindo sua eleição alguns ano depois, caso tivesse vivo.
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Mas, junto com essa triste história, encontrei um momento q sonho presenciar e participar d algo parecido aqui no Brasil: El Bogotazo! Foi a reação do povo ante o assassinato do futuro presidente! Entendo melhor pq o sistema prefere fazer a cabeça do povo com cultura d paz e ONG's, em vez d matar os líder d MST, LCP... (Mas alguns integrante desses e d otros movimento, além dos cidadão comum, tão sendo assassinado por aí - sem divulgação na mídia, claro!)
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Não tenho memória d elefante nem sou bom contador d história, então,pra q vcs vejam como é q as coisa funcionam num país onde ao menos a kbça do povo às vzs é soberana, dxo nossa às vezes boa wikipedia nos contar essa história:
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[ctrl+C; ctrl+V:]
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O trágico assassinato de Gaitán, ocorrido em 9 de abril de 1948, provcou uma enorme reação popular, a maior que se tem visto na história da Colômbia, que destruiu o centro de Bogotá, conhecido como El Bogotazo.
O provável assassino de Gaitán, conhecido como Juan Roa Sierra, foi golpeado, arrastado e crucificado frente ao palácio presidencial. A partir desse momento a multidão foi crescendo em questão de minutos até levantar-se uma imensa massa humana cujo único objetivo inicial era linchar o então presidente, o Conservador Mariano Ospina Pérez. A medida que avançava a multidão foi recolhendo qualquer ferramenta que lhe servira de arma, assaltando nos armazéns, e recolhendo armas das estações de polícia cujos oficiais não só não dispararam à multidão como colaboravam com a mesma em abastecê-los com armas.
A defesa do palácio e da guarda presidencial e os franco-atiradores localizados nas partes mais altas impediram que a multidão entrasse no palácio onde falava o presidente que acabava de chegar. Os tanques haviam demorado e o povo havia conseguido entrar ao palácio já que estava terminando a munição. A multidão dava passagem aos cinco tanques pois acreditavam que estavam apoiando sua causa e muito provavelmente assim foi, até o momento em que foi morto o coronel que os comandava pouco antes de chegar ao palácio. Uma vez na praça, os tanques giraram e dispararam à multidão frustrando seu plano. A multidão reagiu destruindo qualquer objeto ou pessoa que simbolizava o que era considerável culpável pelo assassinato de seu "Chefe": partidários do partido Conservador, a igreja, a oligarquia, etc.
O povo seguiu saindo à ruas em sinal de protesto e a anarquia e a violência se adonaram da capital. A revolta se estendeu a outras cidades do país, o que foi conhecido como a Época da Violencia na Colombia e o que muitos historiadores resumem como El Bogotazo.

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Alguns link:
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Biografia d Jorge Eliécer Gaitán
http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/JorGaita.html
Biografia mais completa do mermo. Em espanhol
http://es.wikipedia.org/wiki/Jorge_Eli%C3%A9cer_Gait%C3%A1n
História das FARC
http://www.marxist.com/farc-e-luta-classes-colombia.htm
Analista mexicano fala sobre as guerrilha americana
http://resistir.info/colombia/echeverria_09jun08.html
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Hasta la victoria siempre, hermanos!
Axé.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Laissez FAR

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Frente Sandinista de Liberación Nacional
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Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia - Ejército del Pueblo
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Ejército Zapatista de Liberación Nacional
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Movimiento Revolucionario Tupac Amaru
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Los Tupamaros
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Movimiento 26 de Julio
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Sendero Luminoso
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Link sobre o assunto:

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Vida Global: Este é o século da guerrilha e do terrorismo

Vida Global: Este é o século da guerrilha e do terrorismo

Um ataque ao Brasil talvez frustrasse as expectativas... Que povo mole!!!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Marx foi superado?

O q penso do Brasil?
Esta administração renunciou acabar com a causa do pauperismo por meios positivos; ela contenta-se, com a caridade policial, em lhe cavar uma tumba toda vez que aparecer na superfície do país oficial. Longe de ir além das medidas de administração e beneficência, o Estado brasileiro voltou-se pra muito aquém delas. Ele não administra mais do que uma espécie de pauperismo, o pauperismo que, por desespero, deixa-se prender e encarcerar.
A voz oficial:
"Nossos passos não serão mais incomodados pela desagradável imagem das enfermidades da vergonhosa miséria."
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Baseado em:
GADANHA, Alberto Dias. O não-senso de uma revolução social com alma política, Marx - em 31 de julho de 1844, uma leitura além de modernidades. Kalagatos, Revista de Filosofia do Mestrado Acadêmico em Filosofia da UECE, Fortaleza, v.1, n. 1, Inverno 2004, p. 11-36.
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Confira:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG66059-6009,00-BVIOLENCIAB+DEZ+MENDIGOS+SAO+ATACADOS+A+PAULADAS+NO+CENTRO+DE+SAO+PAULO.html
-Confira esse link principalmente:
http://www.averdade.org.br/ler.php?secao=0&nota=77
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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Horizonte - por Chico Science & Nação Zumbi

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(Mestre Chico.)
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O sol nasce e ilumina as pedras evoluídas,
que cresceram com a força de pedreiros suicidas.
Cavaleiros circulam, vigiando as pessoas,
não importa se são ruins, nem importa se são boas.
Horizonte se apresenta centro das ambições
pra mendigos ou ricos e outras armações.
É topique, automóvel, moto e trator,
trabalhador, patrão, policial, camelô.
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Horizonte não pára,
Horizonte só cresce:
o de cima sobe,
e o de baixo desce.
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Horizonte se encontra prostituída
por aqueles que a usaram em busca de saída.
Ilusora de pessoas de outros lugares,
Horizonte e sua fama vai além dos mares.
No meio da esperteza internacional,
Horizonte até que não tá tão mal.
E a situação sempre mais ou menos:
sempre uns com mais e outros com menos!
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Horizonte não pára,
Horizonte só cresce:
o de cima sobe,
e o de baixo desce.
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Eu vou fazer uma embolada, um samba, um maracatu,
tudo bem envenenado, bom pra mim e bom pra tu,
pra gente sair da lama e enfrentar os urubu!
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(O baticum da nação!)
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Num dia de sol, Horizonte acordou
com a merma fedentina do dia anterior.
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Horizonte não pára,
Horizonte só cresce:
o de cima sobe,
e o de baixo desce!
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(Planalto Horizonte - zona cabulosa!)
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Há um tempo atrás, se falava de bandido;
Há um tempo atrás, se falava em solução;
Há um tempo atrás, se falava em progresso;
Há um tempo atrás, que eu via televisão.
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Galeguim do Coque num tinha medo, num tinha,
Num tinha medo da perna cabeluda.
Biu do oi verde fazia sexo, fazia,
Fazia sexo com seu alicate.
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Oi, sobe morro, ladeira, córrego, beco, favela.
A polícia atrás deles e eles no rabo dela.
Acontece hoje, e acontecia no sertão,
quando um bando de macaco perseguia Lampião.
E o que ele falava otros hoje ainda falam:
"Eu carrego comigo: coragem, dinheiro e bala".
Em cada morro, uma história diferente,
que a polícia mata gente inocente.
E quem era inocente hoje já virou bandido,
Pra poder comer um pedaço de pão todo fudido.
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Banditismo por pura maldade!
Banditismo por necessidade!
Banditismo por pura maldade!
Banditismo por necessidade!
Banditismo por uma questão de classe!
Banditismo por uma questão de classe!
Banditismo por uma questão de classe!
Banditismo por uma questão de classe!
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(Yo! Horizontino.)
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Festa Pagã



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Cuando despiertes un día
Y sientas que no puedes más
Que en el nombre del de arriba
Tu vida van a manejar

Si sientes que el miedo se pega a tu piel
Por ser comunero y justicia querer
Si te rindes hermano, por ti nunca pensarás

Cuando vayan a pedirte
Los diezmos a fin de mes
Y la Santa Inquisición
Te "invite" a confesar

Por eso amigo tú alza la voz
Di que nunca pediste opinión
Si es verdad que existe un Dios
Que trabaje de sol a sol

Ponte en pie
Alza el puño y ven
A la fiesta pagana
En la hoguera hay de beber

De la misma condición
No es el pueblo ni un señor
Ellos tienen el credo
Y nosotros nuestro sudor











Fique de pé
Erga o punho e venha
À festa pagã
Na fogueira, vai beber

Na merma condição
Não é o povo nenhum senhor
Eles têm o credo
E nós temos nosso suor!



Confira o video ao vivo da música "Fiesta Pagana" do Mago de Oz:
http://br.youtube.com/watch?v=mQM-H9mvgEc

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Brasil - México


Weber (professor ueciano, amigo nosso) e meu irmão (da banda), "los Cabezas Llanas" ao lado de "los Cabezas de Cera"!

Neste dia 20 de novembro, dia da morte do herói nacional Zumbi dos Palmares e do início da Revolução Mexicana, que contou com os nomes de Emiliano Zapata e Pancho Villa, não podia haver nada melhor do que curtir a noite ao som do trio mexicano Cabezas de Cera, que seriam - parodiando o Emerson, Lake and Palmer - os "três que valem por uma orquestra, um D.J., um mariachi e uma banda de Thrash"! Os três são: Francisco Sotelo (percussões), Mauricio Sotelo (cordas) e Ramses Luna (sopros).


Los Cabezas, yo y también Heriberto (el cabra más 'gayato' de nuestra tierra) y Weber (el segundo cabra más 'gayato' de nuestra tierra).

Eu já conhecia a banda, mas só tinha visto eles no site (http://www.cabezasdecera.com.mx/), fotos ao vivo. Foi interessante ver aqueles caras de pele escura (o Mauricio é quase da minha cor, enquanto os outros são mais escuros), diferente do que eu imaginava dos mexicanos ao assistir suas novelas cheias de brancos, tanto na pele quanto nas feições!


Los trés: Mauricio Sotelo (el claro), Ramses Luna y Francisco Sotelo (el escuro) - Cabezas de Cera.


Eu, tocando a xirofómpila! Brincadeira. É o "charrófono"!

Protesto: não assisti Fernanda Takkai!